Pontas, Quinas e Beiradas

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Morte entre o desespero.

E de longe eram ouvidos os gritos de desespero, as estrondosas explosões.
Podia sentir meu coração acelerando; minha aflição era enorme; meu corpo tremia.
Caída ao chão, afastava tudo o que se aproximava, e meu corpo fraco, sem força, muito mal conseguia me refugiar...
Queriam me matar!
Aquela criança... não pude me conter... não sei como a encontrei, mas cuidei. Seus olhos tinham sangue, cada vez que piscava deixava-o escorrer (acho que estava deformada, não sei ao certo, nao me lembro)
Cuidei, cuidei mas caí e quando escapei, voltei para o outro lado do horror, lhe procurei e só pude lhe ter dentro de um pano, n'uma trouxinha branca, pequena, bem pequena.
Seu corpo estava lá - ou o que sobrara dele - talvez apenas a cabeça ou suas vísceras não sei, mas ela me devolveu - mesmo que uma parte, daquela a quem eu me dedicava. -
Alí o desespero foi maior, e ao saber que podia fugir so me lembrei de gritar.

Em meio à explosões, gritos, sangue, lágrimas e desespero, grite, gritei e acordei. E agora so me lembro daqueles olhinhos sujos de sangue, escorrendo vermelho...
E eu, onde estava? Onde caí? Onde ela morreu?

Acordei, finalmente, acordei com aquele grito ecoando pelo quarto, o coração acelerado, as lágrimas entaladas.
Eu sobrevivi e ela morreu... no sonho, ela morreu...

(31/01- 03/04- 09)


By: Jeannine Xavier

2 comentários:

Clarisse Aquino disse...

Esse texto lembra um aborto...

Erick Sam disse...

muito louco o texto..mas otimos como sempre^^..mudei m,eu blog ve la^^