Pontas, Quinas e Beiradas

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cigarro de palha


...naquela calçada repleta de caminhões, sem sombra alguma para lhe abrigar, uma mísera arvorezinha se sustenta inexplicavelmente naquele concreto. Parecendo implorar por chuva, para que possa lhe saciar a sede, ela fica ali, naquele sol latejante, com seus galhos estendidos, como se implorasse para que lhe tirassem dali.
O sol que queima a pele daqueles que teimam em passar, inebriando a caminhada com sua marola...,o cigarro de palha foi feito no artesanato, na pressa para que pudessem aproveitar completamente seus míseros minutos restantes do horário de almoço. Enquanto alguns corpos caídos esperam e descansam. aconchegados nos pequenos filetes de sombra que o próprio muro deixa fixar sobre a calçada escaldante. Esperam ansiosamente por uma vento, uma brisa, algo que toque sua pele e seja suave e refrescante...

O sol esta no alto... mais e mais...
Os pulmões se enchem e esvaziam rapidamente...

O cigarro de palha...
O bom e velho cigarro de palha...

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